terça-feira, 9 de novembro de 2010

sAPOS SENTADOS...  Reflexão sobre os que partem

Adaptação de um texto de Edmundo Teixeira


Um dia uniram-se duas borboletas. E do ovo nasceu uma lagarta.

A lagarta teceu um casulo chamado personalidade e nele permaneceu determinado tempo.

Um dia o deixou e saiu voando como borboleta, para o amplo espaço de Deus.

Então os outros casulos levaram flores ao casulo aberto e choraram sobre ele.


A peça terminou e o pano caiu.

Os artistas se retiraram para os bastidores, lavaram-se, trocaram-se e saíram de volta para casa, agora eles mesmos não os “papéis”.

Não eram mais parentes, inimigos, velhos ou moços.

Já pensaram se eles teimassem em permanecer no palco para continuarem a ser os personagens que representavam?

Não há mais sentido em continuar, é preciso sair para outros papéis.

Reflexão:

Não somos o corpo que parecemos, senão o Ser espiritual que nele vem habitar.

No entanto, nos identificamos tanto com o que vemos que esquecemos o que somos.

Um dia o Ser despe seu traje e torna a Ser.

Choramos sobre a veste vazia e tristemente nos despedimos dela.

Quem morreu ?

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