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sábado, 22 de outubro de 2011

sAPOS SENTADOS
“MUDANÇAS”                      Daily World 1994


Não creio que as transformações, mudanças e reajustamentos que ocorrem em minha vida, interfiram em minha felicidade. Tudo no universo esta em constante mudança.

Permanecer em um modo de pensar, sentir, falar, agir, significa cristalização e morte! Pó mais que gostemos da estabilidade, reconhecemos que tudo deve melhorar. Tudo deve transformar-se, aprimorar-se E isso pressupõe mudança, mexer na rotina, inovar, criar!

Crescemos com as mudanças ao enfrentarmos novas condições, embora sempre gerem expectativas ansiosas. Uma nova amizade pode trazer-nos alegria. Muitos encontros se tornam abençoados.

Devemos estar preparados para aproveitar, todas as contribuições que as oportunidades trazem ao nosso encontro, para melhorar nossas capacidades, para melhorar nossos padrões de pensar e sentir para aprofundar nossa compreensão de tudo.

Devemos ter uma boa medida do que seja convicção. Jamais ser inflexíveis em nossos pontos de vista considerando o que sabemos como ultima palavra. Aceitar que sempre é possível um aprimoramento; que podemos e devemos melhorar sempre. Respeitando sempre o nível de compreensão de cada pessoa.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

sAPOS SENTADOS

CONFIDÊNCIAS                              Eduardo de Paula Barreto



Sentei-me para conversar
Com um homem desconhecido
Ele me recebeu sem reclamar
E passou a me contar
Segredos até então escondidos.

Disse-me que não gostava de ler
E nem de alimentar fantasias
Que não arriscava perder
Que não mudava o seu jeito de ser
E que nem em Deus cria.

Disse-me que não gostava de música
E nem de expressar emoção
Que não praticava atividades lúdicas
E que sempre a sua palavra última
Era: Eu sei que tenho razão.

Levantei-me e ao me retirar
Despedi-me daquela criatura
E para me certificar
De que jamais o iria imitar
Deixei flores sobre a sua sepultura.



sAPOS SENTADOS
MEMÓRIA LIMITADA                               Eduardo de Paula Barreto

Quando a sua mente enfraquecer 
E de quase tudo se esquecer 
Devido à idade avançada 
Veja tudo pelo lado bom 
Pois você poderá rir com 
A mesmas velhas piadas. 

Se esquecerá das alegrias 
Que inundaram os seus dias 
Trazendo à vida mais beleza 
Mas em contrapartida 
Não terá lágrimas escorridas 
Pelos momentos de tristeza. 

Não se recordará dos romances 
Com mulheres de difícil alcance 
Que o seu amor imploraram 
Mas também ficará esquecido 
Daqueles momentos sofridos 
Quando os romances acabaram. 

Ao ter a memória limitada 
Você não lembrará de mais nada 
Apenas verá o tempo passar 
Mas terá momentos de felicidade 
Pois o seu cérebro por piedade 
Não o impedirá de sonhar. 


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

sAPOS SENTADOS

Nem tanto ao mar nem tanto a terra           Edmundo Teixeira



Havia um belo fruto maduro em um galho alto.
De um salto alcancei-lhe a ponta e o puxei para baixo.
Mas curvei demais e crac!  - o galho se partiu
Fiquei triste. Exigi do galho mais flexibilidade do que ele podia dar.
E mais uma lição o fruto se esborrachou no chão!

Detive-me a refletir sobre o fato. É muito comum exigir dos outros mais do que eles podem nos dar! Se compreendêssemos isso, 90% das criticas que fazemos todos os dias seriam eliminadas!

Ao mesmo tempo caímos no outro extremo com muita frequencia: o da condescendência própria ou mimando demais os filhos, para poupar esforços que devem fazer se não queremos que fiquem psicologicamente debilitados (superproteção).

Entre o exigir demais e o exigir de menos esta uma linha relativa que se deve adequar à forma de ser de cada pessoa.

Aquém esta a omissão debilitante, alem esta a tirania que força limites.

Entre os dois esta a arte de saber viver, assim definido por Rousseau.
“O direito de um, termina onde começa o direito do outro”

Todo o extremo é prejudicial e acaba por perder o fruto de um bom resultado.

Reflita, pratique o equilíbrio, saiba viver....

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

sAPOS SENTADOS

Meu lugar ao sol           Edmundo Teixeira




Andando pelas redondezas onde moro, fui tocado de um modo especial.

Num trecho da calçada, onde quase pisei, me deparei com um pequeno pedacinho de vida lutando por sobrevivência.

Era uma pequena florzinha, que em meio ao cimento, sutilmente aproveitava uma pequena fenda, para sair e crescer em direção ao sol.

Essa florzinha, com toda a sua delicadeza, tinha garra suficiente para sair da “massa” do concreto e encontrar as alturas.

Ela se voltava para o alto, para a luz, para a vida e marcava o seu espaço, o seu lugar ao sol.

Questionei-me sobre quantos de nós, com uma consciência supostamente mais elaborada, estaríamos buscando nosso lugar ao sol, estaríamos buscando a luz e o alto, em vez de nos deixarmos esmagar pela “massa” opressora e pelo concreto da matéria.

Acredito  ser válido aprendermos um pouco mais com as flores...


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

sAPOS SENTADOS
“ISTO TAMBÉM PASSARÁ!”                 Daily World 1994


Não lancemos âncora na baia do desânimo ou desespero.
Tudo é passageiro.
Saímos com mais facilidade dos problemas quando lembramos destas palavras gentis e verdadeiras:
“ISTO TAMBÉM PASSARÁ!”

E passa mesmo é como naquela história da mulher (a dor) que queria atravessar o rio.
Um primeiro barqueiro não a quis atravessar; virou-lhe as costas.
O segundo também não e a xingou; só o terceiro bem velho a levou.

O primeiro barqueiro era o desânimo, que não passa a dor.
O segundo era a revolta que só faz a dor aumentar.
Porém o terceiro era o tempo; este sim ameniza, faz pensar e acaba por mostrar que tudo é relativo.

A vida é composta de altos e baixos.
A arte de viver nos pede constantes ajustes à novas situações.
Más, Deus nos dá capacidade de adaptação e compreensão.
Nestes desafiamos temos que cultivar fibra ,paciência e o equilíbrio que são importantes na manutenção da paz.

Assim até nos períodos dramáticos e tristes de nossa vida, podemos afirmar:
“ISTO TAMBÉM PASSARÁ!”

À distância o que passou vai se tornando cada vez menor e sem força.
Portanto devemos estar prontos para usufruir as novas experiências.

Seja feliz em sua jornada.








terça-feira, 30 de agosto de 2011


sAPOS SENTADOS

desgraça ou  bênção???
Colaboração da Cris


Havia em uma aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco. 
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira. 
Os amigos disseram ao velho: 
Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado! 
E o velho respondeu: 
Calma, não cheguem a tanto. 
Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. 
O resto é julgamento de vocês. 
As pessoas riram do velho. 
Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. 
Ele tinha fugido para a floresta. Na volta, trouxe uma dúzia de cavalos selvagens com ele. 
As pessoas se reuniram de novo e disseram: 
Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção. 
E o velho disse: 
Vocês estão se precipitando de novo. 
Quem pode dizer se é uma benção ou não? 
Apenas digam que o cavalo está de volta... 
O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens. 
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas. 
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar: 
E não é que você tinha razão, velho? 
Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas. 
E o velho disse: 
Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein? 
Não se adiantem tanto. 
Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. 
Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção... 
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho. 
E os que foram para a guerra, morreram... 
Quem é obcecado por julgar cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação. 
E isso leva a conclusões precipitadas. 
Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa. 
Quando uma porta se fecha, outra se abre... 
As vezes enxergamos apenas a desgraça, e não vemos a benção que ela nos traz...
Cris